Frei Ennis celebra primeira missa no Jardim da Imaculada

Neste último domingo (10), às 9h, no Santuário Jardim da Imaculada, aconteceu a primeira celebração de Santa Missa do Frei Ennis Cláudio Araújo, ordenado sacerdote na manhã no sábado (09), no Santuário São Francisco de Assis – Asa Norte.

Frei Ennis deu início a celebração falando sobre o sacrifício e a eucaristia. “A compreensão da palavra sacrifício que nós temos é que é algo doloroso, e isso é um pouco errôneo. A origem da palavra sacrifício vem de duas palavras: Sacro e Oficio: Oficio Santo, trabalho santo. Oficio significa exercício. E a palavra santo, em hebraico, significa separado. Tudo que faremos a partir de agora será um exercício separado, pois o que aconteceu para lá acabou. Existe esse momento! Esse sacrifício! Separar-se do mundo e encontrar-se com Deus. O exercício de se separar do mundo para encontrar-se com aquele que é Sagrado. Com aquele que é Deus. E começo essa Santa Missa com essa consciência: de que devo me separar do mundo e me juntar com Deus neste altar. Já a palavra Eucaristia significa ação de graças. Separar do mundo para dar graças a Deus pela minha vida e principalmente pela minha salvação”.
A cerimônia foi tomada por uma grande emoção de toda a assembléia. O sacerdote convidado para homenageá-lo foi o frei Amilton Leandro, guardião deste Santuário e diretor nacional da Milícia da Imaculada. Os freis Gilberto Pereira (Nossa Senhora das Mercês -AM) e Josué Pereira (Jardim da Imaculada – GO) co-celebraram a Santa Missa, e além dos fieis do Santuário, a celebração do Frei Ennis contou com a presença de seus parentes, amigos e ex-paroquianos de Manaus – AM.

Veja abaixo a transcrição de um trecho da homilia feita pelo Frei Amilton:

“A vocação é um chamado de Deus que vai se estabelecendo no coração do homem, mas que precisa de uma resposta amorosa e capaz de persistir. Um amor que vai encontrar certamente desafios ao longo do caminho, mas é o amor fundado na perfeição da caridade, tomando forma na identidade de uma vocação específica. O sacerdócio é uma vocação especial porque encontra o seu modelo a partir do próprio exemplo de Cristo. É um homem de disponibilidade para orientar o povo de Deus; da reconciliação; servidor da direção espiritual; é um homem que se entrega por inteiro a Igreja, não agindo por si mesmo, mas na pessoa de Cristo, dando sempre testemunho.
O Frei Ennis tem uma história muito bonita de vocação. Ele realmente vive a espiritualidade franciscana. Quando entrou na Ordem, entrou com o desejo de ser irmão religioso a exemplo de São Francisco de Assis, e se empenhou para desenvolver essa vocação da melhor forma possível, sempre empenhado e dedicado a todos os trabalhos, sobretudo, o amor a nossa comunidade provincial. Frei Ennis trabalhou um tempo à frente da Revista Cavaleiro da Imaculada (lugar que trabalha atualmente) antes de ser transferido para Manaus e desenvolveu na Província vários projetos. É um homem de muita determinação e teimoso, como ele mesmo diz. Mas para a vocação ser concretizada no coração de uma pessoa, é preciso que ela acredite no que ela está desenvolvendo e fazendo. E foi isso o que ele fez e faz! Foram 14 anos como irmão religioso, uma caminhada com muita maturidade.
Dessa forma, observamos esse testemunho do saber esperar em Deus. O Deus que fala em nosso coração. Ele quer de nós uma resposta e essa resposta não é há nosso tempo. Essa resposta requer confiar como ouvimos na segunda leitura (2Pd 3,8-14) de hoje. Uma espera que vai se servindo e criando raízes, gerando no coração esse amor que é capaz de continuar os passos mesmo que mais desafios estejam a nossa frente.
Nesse sentido, observamos hoje essa vocação que se doa a Igreja e que se doará agora de uma forma mais intensa ao povo de Deus. Que tem como modelo é o próprio Jesus, o pastor que cuida das suas ovelhas e é capaz de dar a vida por elas, que é capaz de esquecer de si mesmo para dar espaço ao querer de Deus na sua vida.
Deus não nos chamou porque somos melhores. Nos chamou pela sua misericórdia e compaixão para conosco, para que através desse exercício possamos, no nosso apostolado, dar condução a Suas ovelhas, para que elas tenham essa oportunidade de fazer essa experiência sublime do Deus que se encarnou na nossa história e que se revela para nós através das mãos do sacerdote, da consagração, do sacramento. Um Deus que está acessível para que todos aqueles que crêem possam produzir frutos vigorosos de generosidade.”

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